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Serie Ladies Em Desonra

Serie Ladies Em Desonra

1- AMOR ERRANTE
 



Casamento por interesse... ou paixão? 

Emily Longesley casou-se com o amor de sua vida e tinha esperança de que ele pudesse amá-la com o tempo. 
Ao invés disso, ele abandonou subitamente a bela casa em que moravam no campo e partiu para Londres. 
Emily suportou o desprezo com dignidade, mas três anos já haviam sido suficientes para ela! 
Ao enfrentar seu marido errante, Emily percebeu que Adrian, conde de Folbroke, havia, perdido a visão. 
Ele sequer a reconhecia! No entanto, ela anseia seu toque... 
Se Emily fingisse ser uma amante, será que Adrian finalmente aprenderia a amar sua esposa? 

Capítulo Um 

Embora Emily Longesley pudesse dizer com sinceridade que não antipatizava com muitas pessoas, tinha começado a suspeitar que detestasse Rupert, o primo de seu marido. 
Havia alguma coisa na maneira como olhava para a mansão quando a visitava que a fazia pensar que queria tirar as medidas da mobília. 
Era ainda mais irritante saber que tinha direito aos sentimentos de posse. 
Se ela não tivesse filhos, o título iria para Rupert. E, com o passar dos anos, desde que o marido a abandonara, as visitas dele eram cada vez mais frequentes, mais intrusivas, e se tornava cada vez mais confiante na possibilidade de sua herança.
Ultimamente, dava um sorriso irritante quando perguntava da saúde de seu marido, como se guardasse alguma informação secreta que ela não soubesse. 
Era ainda mais perturbador suspeitar que isso pudesse ser verdade. Embora o secretário de seu marido, Hendricks, insistisse que o conde estava bem, também insistia que Adrian não tinha desejo de se comunicar com ela. Uma visita dele era improvável. 
Uma visita para ele não seria apenas indesejável, como estava fora de questão. 
Escondiam alguma coisa, ou o desgosto de seu marido por ela era tão transparente quanto parecia? Hoje, não podia agüentar mais aquilo. 
— Rupert, qual é o significado dessa expressão no seu rosto? Quase parece que duvida de minha palavra. Se suspeita que Adrian esteja doente, então pelo menos poderia fingir ser solidário.
Olhou-a com um sorriso presunçoso que parecia significar que a pegara, finalmente. 
— Não desconfio de uma doença de Folbroke tanto quanto começo a duvidar da sua existência. 
— Que pretensão. Sabe muito bem que ele existe, Rupert. Conhece-o desde que era criança. Esteve em nosso casamento. 
— Foi há quase três anos. — Olhou ao redor, como se o ambiente vazio fosse uma descoberta recente.
 — Não o vejo aqui, agora. — Porque ele reside em Londres a maior parte do ano. 
— O ano inteiro, na verdade, mas falar aquilo não ajudaria. 
— Nenhum dos amigos de Adrian o viu por lá. Quando o Parlamento está reunido, o assento dele na Câmara dos Lordes fica vago. Não vai a festas ou teatro. E quando visito seus aposentos, Adrian nunca está lá ou voltará em breve. 
— Talvez não queira vê-lo — disse Emily. Se assim fosse, ela encontraria alguma coisa em comum com seu esposo ausente. 
— Também não desejo encontrá-lo, particularmente — disse Rupert. — Mas pela segurança desta sucessão, exijo ver alguma evidência de que o homem ainda respira. 
— Que ainda respira? De todas as coisas ridículas que falou, acho que essa é a pior. É o parente vivo mais próximo de Adrian. E seu herdeiro. Se o conde de Folbroke tivesse morrido, você teria sido notificado imediatamente. 
— Se pretendesse me contar. — Olhava-a com uma expressão desconfiada, como se tivesse certeza de que, se a encarasse um pouco mais, admitiria um corpo enterrado sob o piso de tábuas. — É claro que eu lhe contaria se alguma coisa tivesse acontecido com Adrian. Que motivo teria para esconder de você? 
— Todos os motivos do mundo. Acha que não posso ver como ficou no comando desta fazenda, uma vez que ele está ausente? Os servos aceitam suas ordens. Vi o mordomo e o administrador pedindo-lhe instruções. E a vi lendo os livros contábeis como se tivesse alguma idéia do que fazer com eles. 
Depois de todo tempo que Emily passara lendo-os, sabia perfeitamente o que fazer com as contas. 
E seu marido não se opunha que cuidasse daquilo, até mesmo expressando concordância com sua gestão, nas curtas comunicações que lhe chegavam através de Hendricks. 
— Uma vez que ainda não é o conde, por que deveria lhe importar?



 2- UM CAMINHO PERIGOSO




Uma corrida desenfreada para alcançar sua irmã!

Considerada uma solteirona, lady Drusilla. Rudney tem apenas uma função na vida: ser dama de companhia de sua irmã. 
Então quando ela foge, Dru sabe que deve trazê-la de volta! Por isso, contrata a ajuda de um companheiro de viagem, um homem que parece bem inofensivo, o ex-capitão do Exército John Hendricks. 
No início, ele ficou intrigado com o sofrimento daquela dama. 
Mas, durante o percurso, descobre que Dru não é uma mulher tão tímida quanto parece. 
E suas atitudes anticonvencionais fizeram com que ele esquecesse sua conduta de cavalheiro... e partisse para a conquista! 

Capítulo Um 

John Hendricks deu um gole no cantil e recostou-se em seu canto da carruagem-correio, que levava correspondência para o norte, estendendo as pernas num esforço de usar o máximo possível do espaço antes que outro passageiro o invadisse. 
Depois da semana que tivera, não estava no humor de ser espremido por estranhos. Sr. Hendricks, se há mais alguma coisa que você tenha a dizer sobre suas esperanças para o meu futuro, saiba que eu decidi a questão desde o primeiro momento em que pus os olhos em Adrian Longesley. 
Nada que alguém disser irá mudar minha decisão sobre o assunto. As palavras ainda soavam em seus ouvidos três dias depois. 
E a cada repetição delas, o calor de seu embaraço se renovava. A mulher era casada, pelo amor de Deus, e estava acima de sua posição. 
Ela deixara bem clara sua falta de interesse nele. Se ele tivesse sofrido em silêncio, como fizera por três anos, poderia ter mantido seu emprego e seu orgulho. 
Em vez disso, havia sido tão óbvio em sua paixão cega que a forçara a falar a verdade em voz alta. John deu outro gole no cantil. 
Se o rubor em suas faces estivesse visível no escuro, era melhor deixar os outros pensarem que se devia à embriaguez, e não à vergonha de amor não correspondido. 
Adrian soubera o tempo todo, é claro. E teria permitido que John continuasse fazendo parte da casa se ele não tivesse feito papel de tolo. 
Todavia, uma vez que aquilo fora exposto, não havia mais nada a fazer, exceto desistir de sua posição e fugir de Londres. 
Os sentimentos de John por seu velho amigo surgiram num misto de ciúme, piedade e vergonha de seu próprio comportamento. 
Apesar de tudo o que tinha acontecido, ele gostava de Adrian o respeitava e apreciara trabalhar para ele. Mas o que isso dizia sobre seu próprio caráter, já que ele, até mesmo, considerara roubar a esposa de um homem que necessitava do apoio e do amor dela enquanto perdia o restante de sua visão? 
E como John pudera ser tolo ao pensar que Emily deixaria um conde cego por um homem que era filho bastardo? 
Ele podia ter se igualado ao lorde Folbroke em aparência e temperamento, mas não possuía posição social ou fortuna. E embora sua visão fosse melhor que a de Adrian, ele não poderia, considerá-la perfeita.
John guardou o cantil no bolso e removeu os óculos para limpá-los, vigorosamente. 
Não havia uma única mulher na face da Terra que abandonaria o marido por um homem cuja única vantagem era uma visão um pouco melhor. 



 Série Serie Ladies Em Desonra
1- Amor errante 
2- Um caminho perigoso 
3- Um Segredo Perigoso
Série Concluída



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