Em plena guerra pela independência da Escócia, o jovem lorde Grant Drummond vai até a fronteira entre a Escócia e Inglaterra com a intenção de vingar o brutal assassinato de seu pai.
Depois de sequestrar Victoria, a filha de seu inimigo, ele a leva para seu castelo nas Terras Altas, onde os dois enfrentarão sua própria batalha pessoal...
Uma batalha de vontades irredutíveis, de temperamentos explosivos e de emoções poderosas... Enquanto os conflitos entre os dois países se intensificam.
Poderão este homem e esta mulher, separados por diferenças irreconciliáveis, encontrar a felicidade nos braços um do outro e fazer seu amor aparentemente condenado sobreviver e durar por toda a eternidade?...
Capítulo Um
Inglaterra e Escócia, março de 1296
— Não! — gritou Victoria Blackstone, correndo do movimentado pátio para o interior da mansão.
Sem se importar com o que os outros poderiam pensar, lágrimas escorriam pelo seu rosto enquanto ela subia às pressas a escadaria de pedra até os aposentos da família.
— Não vou fazer isso. Ele não pode me forçar!
Ela disparou pelo corredor longo e escuro até o quarto de sua avó, abriu a pesada porta de madeira e espiou pela fresta.
— Vovó, eu posso falar com a senhora?
— Claro, minha criança — foi à resposta frágil e trêmula. — Você é sempre bem-vinda. Em que você precisa da ajuda de sua velha avó?
Victoria ficou ali; imóvel e silenciosa, olhando para as tapeçarias de tonalidades ricas que enfeitavam as paredes do aposento. Elas se misturavam a tudo o que o avô trouxera para casa de suas longas viagens. Sua avó guardava com carinho cada presente que mantivesse viva a lembrança dele.
— Venha aqui, menina — chamou a avó, indicando sua cama.
— Por que você está tão triste? Victoria subiu os três degraus para poder se sentar ao lado da avó. Travesseiros fofos, de um vivo escarlates, repousavam contra a cabeceira. Por se cansar com facilidade, sua avó raramente deixava o quarto agora, mas Victoria a julgava a própria imagem da velhice adorável. Olhando para seus pálidos olhos azuis, a jovem segurou a mão frágil e desgastada entre as suas.
— Vovó, papai me contou ontem que ele prometeu minha mão á lorde Bothington! Hoje ele me disse que eu devo me casar com aquele velho desprezível no próximo sábado.
Ela falhou em seus esforços para conter as lágrimas, que caíram livremente pelo rosto. As elegantes sobrancelhas prateadas da avó se levantaram no que só podia ser interpretado como desprezo.
— Não! — gemeu Abigail Blackstone, estremecendo.
— Não Percival. Seu avô não confiava nele. Ele é degenerado. Suas esposas... Ela se calou, parecendo incerta quanto ao que deveria dizer.
— Você já conversou com seu pai, querida? — Olhando para o rosto manchado de lágrimas de Victoria, sua expressão se suavizou.
— Claro, ele não lhe deu atenção. Ele pode ser muito teimoso às vezes. É um defeito sério. Apesar de ser seu único filho, lady Blackstone já não tentava arranjar desculpas para a crueldade dele. Ela havia desistido disso anos atrás. Victoria anuiu.
— Eu fui até o jardim das rosas. Papai me seguiu e nós discutimos. Ele se recusou a me ouvir. O pai dela entrou de supetão no quarto, lançando um olhar de desagrado na direção de Victoria.
— Foi o que eu pensei — começou ele.
— Eu sabia que você iria correr para sua avó. Ela faz todas as suas vontades.
No pescoço de Gerald Blackstone, um homem alto, de peito amplo, com cabelos pretos e olhos castanhos, uma veia pulsava com força, e acelerava cada vez mais conforme sua raiva se acumulava.
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